No método construtivista que busca recuperar a criticidade da Geografia, o professor se envolve não só com os alunos, mas também com os conteúdos a serem ensinados, em uma construção conjunta do conhecimento. Nesse contexto, é que a produção de maquetes em sala de aula é extremamente importante, pois torna a Geografia real, palpável e não inatingível como aparece nos livros didáticos.
A maquete é capaz de fazer ligações com coisas abstratas, as quais ficam difíceis dos alunos entenderem sem uma visualização como os conteúdos referentes à parte física da Terra, com toda a sua dinâmica interna e externa. Além disso, essa
técnica procura desenvolver no aluno, a capacidade de observar, analisar, interpretar e pensar criticamente a realidade, tendo em vista a sua transformação, a qual se vincula nas relações da sociedade com o meio ambiente.
Portanto, inovar a Geografia é torná-la essencialmente crítica, pois instiga a curiosidade dos alunos e une assuntos que nos livros didáticos parecem não ter conexão. De acordo com Oliveira:
“... através da crítica, é que se produz e reproduz uma ciência viva. Pois ciência que não se renova, não se transforma, é ciência morta, é droga.” (OLIVEIRA, 1994, p. 140).
De forma mais especifica, pode-se dizer que além de uma renovação nos métodos de ensinar, a construção de maquetes é uma atividade que aproxima o aluno da realidade podendo levá-lo a entender conteúdos bastante complexos, tendo capacidade de correlacioná-lo com outras disciplinas, pois a Geografia é uma ciência de síntese que busca integrar o conhecimento.
Retirado do site http://www.ufpel.edu.br/cic/2007/cd/pdf/CH/CH_00814.pdf